Sindicato acusa o setor de enfrentar baixos salários e precariedade e anuncia uma marcha nacional para 7 de novembro.
Os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) iniciaram uma campanha nacional por melhores salários, valorização das carreiras e melhores condições de trabalho.
A campanha arrancou com uma manifestação realizada no Porto, junto ao Centro Social de São Martinho de Aldoar, que reuniu cerca de 50 trabalhadores.
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) afirma que muitos trabalhadores das IPSS recebem o salário mínimo ou valores próximos, enquanto as carreiras apresentam pouca diferenciação salarial.
O sindicato anunciou ainda que está a ser preparada uma marcha nacional para 7 de novembro, no Porto.
A possibilidade de uma greve também está em cima da mesa, estando previsto um pré-aviso de greve para essa data.
A discussão envolve não apenas os trabalhadores, mas também o financiamento das próprias instituições.
Segundo declarações do presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), muitas IPSS enfrentam dificuldades financeiras e uma parte significativa termina o ano com resultados negativos.
O que está em causa?
O conflito coloca em debate a valorização dos profissionais que trabalham diariamente em áreas como apoio social, infância, idosos, deficiência e outros serviços de solidariedade.













