País foi avaliado pelo Comité da ONU para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, que destacou os progressos na representação política feminina, mas questionou a situação das mulheres no setor informal e a persistência de estereótipos de género.
Cabo Verde apresentou esta semana, em Genebra, o seu relatório periódico sobre a implementação da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, conhecida pela sigla CEDAW.
Durante a análise, realizada pelo Comité da ONU para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, os especialistas reconheceram avanços importantes alcançados pelo país, particularmente na aplicação da Lei da Paridade.
Segundo os dados apresentados pelo Comité, as mulheres passaram a representar 47,2% dos deputados eleitos para a Assembleia Nacional nas eleições de maio de 2026. Nas Assembleias Municipais, a representação feminina chegou a 52,9%.
Outro marco destacado foi a eleição da primeira mulher para a presidência da Assembleia Nacional.
Apesar dos avanços, o Comité levantou questões sobre a persistência de estereótipos de género e sobre as condições das mulheres que trabalham no setor informal, incluindo a sua proteção social e laboral.
O que esta notícia mostra
A avaliação internacional coloca Cabo Verde entre os países que registaram progressos na participação política das mulheres, mas também evidencia que a igualdade formal não significa necessariamente igualdade em todas as áreas da vida económica e social.










